Eu e as Minhas

Minha vida, desde que me conheço por gente, foi sobre duas rodas. Já tive todo tipo de moto, das pequenas até as grandes. Mas as piores são as mijonas e dessas a honda já me encheu a paciência, inclusive com motos novas. Além da duvidosa qualidade das motos nacionais, seu alto preço e a garantia de não encontrar peças originais em suas revendas autorizadas.

Um caso qualquer como tantos outros sobre motos nacionais foi que, num passado não muito distante, precisei trocar uma peça qualquer que não sofre desgaste: o bloco do freio a disco de uma bros com apenas dois anos de uso, simplesmente quebrou. Esperei quarenta e cinco dias e ainda paguei um preço exorbitante. Na mesma moto, no terceiro ano, o plástico da roupa simplesmente queimou por causa do “sol de verão”. Tive que comprar do mercado paralelo porque a honda não tinha mais em estoque.

Surpresa minha, já com sete anos, resolvi consultar o preço e disponibilidade de algumas peças e me surpreendi com o custo de algumas. Por alguma sorte, moro a menos de 50 km de um ponto de presença que ainda vende pela internet. Descobri também que esta moto utiliza peças compatíveis com outras marcas, incluindo a própria honda.

Apesar do preço baixo que paguei pela moto ela não vaza óleo, não é visada por ladrões e ainda me confere um suspiro de exclusividade.