Vestibular

Independentemente de estar no momento exato em que era finado um período de estabilidade de mais de 500 anos, eu tinha a obrigação de estar presente em todas as etapas da nova vida e de cara, o vestibular.

  • Foco
  • Pai herói
  • A escolha do curso

Pouco mais de um ano depois da jocosa ressurreição e já como universitário, eu desfilava feliz da vida em meu formoso corcel II. O tempo de recuperação me ajudou a focar nos estudos e passar no vestibular para a UFSC.

Neste ponto eu preciso fazer um parêntesis sobre este grande e maravilhoso feito. Entrar em uma universidade federal nesta época era algo que beirava o impossível. Não existiam todas estas facilidades de ensino à distância, muito menos as milhares de faculdades privadas atuais.  Daí que eu mostro o valor de um bom pai, alguém para ser tomado como referência. Quero que meus filhos tenham de mim o mesmo sentimento que tenho de meu pai.

Digo com todas as letras que eu não teria passado no vestibular se não fosse o apoio do meu pai. Claro que uma ajuda divina também veio a calhar. Aconteceu que, sabendo que logo eu teria o desafio do vestibular meu pai que já estava aposentado se antecipou, estudou, fez as provas e foi aprovado. Guardou todo material de estudo e me exigiu que fizesse uma redação por dia na qual ele corrigia e conversávamos a respeito. Munido de tempo, foco e um ano de encartes de jornal e craque em redação acertei mais de 70% das provas e fui admitido na UFSC, Universidade Federal de Santa Catarina.
Eu queria fazer computação. Infelizmente eu estava muito à frente do meu tempo e em Florianópolis não existia nenhum curso universitário nesta área. Assim, escolhi o ramo artístico e o curso de Arquitetura e Urbanismo pela minha facilidade com o desenho técnico.